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Peças de substituição em impressão 3D: como recriar uma peça que já não existe

Partiu-se uma peça de um equipamento, deixou de ser fabricada ou simplesmente não consegue encontrar uma substituição à venda?

Em muitos casos, a impressão 3D pode ser uma solução para recriar uma peça de substituição à medida, mesmo quando a peça original já não está disponível no mercado.

A partir da peça existente, de fotografias, medidas, desenhos ou outras referências, é possível desenvolver um modelo 3D personalizado e produzir uma nova peça adaptada à utilização pretendida.

Neste artigo, explicamos como funciona este processo, que tipos de peças podem ser reproduzidos e quais os fatores que devem ser considerados antes da impressão.

Quando faz sentido recriar uma peça em impressão 3D?

Nem sempre é fácil encontrar uma peça de substituição.

Alguns equipamentos deixam de ser produzidos, determinados fabricantes deixam de disponibilizar componentes ou uma peça específica pode simplesmente não estar disponível para compra.

É aqui que a impressão 3D pode ser interessante.

Em vez de procurar durante semanas uma peça original, pode ser possível recriar a geometria da peça existente e produzir uma nova unidade à medida.

Esta solução pode ser particularmente interessante quando:

  • a peça original já não é fabricada;
  • o equipamento é antigo;
  • a peça de substituição tem um preço elevado;
  • é necessário apenas um pequeno número de unidades;
  • a peça tem dimensões ou características específicas;
  • não existem ficheiros 3D disponíveis;
  • é necessário adaptar a peça a uma nova utilização.

O objetivo não é simplesmente criar uma cópia visual. Para uma peça funcional, é necessário considerar também dimensões, encaixes, resistência, material e utilização final.

Que tipos de peças podem ser reproduzidos?

A impressão 3D pode ser utilizada para produzir uma grande variedade de componentes, desde pequenas peças domésticas até determinados componentes técnicos.

Peças para equipamentos e máquinas

Pode ser possível reproduzir:

  • tampas;
  • suportes;
  • espaçadores;
  • caixas;
  • proteções;
  • manípulos;
  • adaptadores;
  • peças de fixação;
  • componentes personalizados.

A possibilidade de reprodução depende sempre da geometria da peça, das suas dimensões e da função que desempenha.

Peças domésticas

Também existem situações mais simples em que uma pequena peça partida pode tornar inutilizável um objeto inteiro.

Um suporte, uma tampa, um encaixe ou uma pequena peça plástica podem, dependendo do caso, ser recriados através de modelização e impressão 3D.

Peças antigas ou fora de produção

Este é um dos casos em que a impressão 3D pode ser especialmente interessante.

Equipamentos antigos podem continuar a funcionar perfeitamente, mas uma pequena peça de plástico pode deixar de estar disponível.

Quando a peça original ainda existe, mesmo que esteja danificada, pode ser utilizada como referência para desenvolver um novo modelo.

Como recriar uma peça para impressão 3D?

O processo começa normalmente pela análise da peça original.

Não é necessário ter obrigatoriamente o ficheiro 3D. A peça física pode servir como referência para criar um novo modelo.

1. Análise da peça original

Primeiro é necessário perceber:

  • qual é a função da peça;
  • onde e como é utilizada;
  • como encaixa noutras peças;
  • que esforços suporta;
  • se existem partes danificadas;
  • quais são as dimensões relevantes.

Esta etapa é importante porque uma peça aparentemente simples pode ter requisitos específicos.

2. Recolha de medidas e referências

Dependendo da peça, podem ser necessárias medições com instrumentos adequados, fotografias, desenhos ou outras referências.

Quanto mais completa for a informação disponível, mais fácil será desenvolver um modelo adequado.

Quando a peça original está parcialmente partida, algumas dimensões podem ter de ser reconstruídas a partir da geometria restante ou de outras referências.

3. Modelização 3D

Com as informações recolhidas, é criado o modelo digital da peça.

Nesta fase são definidos aspetos como:

  • dimensões;
  • espessuras;
  • furos;
  • encaixes;
  • raios e ângulos;
  • tolerâncias;
  • zonas de fixação.

Para peças funcionais, a modelização não deve limitar-se a reproduzir a aparência exterior. O modelo deve ser desenvolvido tendo em conta a função da peça.

4. Escolha do material

O material utilizado depende da aplicação.

Por exemplo, uma peça decorativa pode ter necessidades muito diferentes de um componente sujeito a esforço mecânico, calor, humidade ou utilização no exterior.

Entre os materiais habitualmente utilizados em impressão 3D encontram-se PLA, PETG, ABS, ASA e TPU, entre outros.

A escolha deve considerar fatores como:

  • resistência mecânica;
  • temperatura;
  • flexibilidade;
  • exposição ao exterior;
  • contacto com humidade;
  • acabamento pretendido.

5. Impressão e validação

Depois de preparado o modelo, a peça pode ser impressa.

Quando se trata de um componente funcional, pode ser necessário realizar um primeiro teste para verificar:

  • se as dimensões estão corretas;
  • se a peça encaixa;
  • se os furos estão alinhados;
  • se existe folga suficiente;
  • se a resistência é adequada à utilização.

Dependendo do resultado, o modelo 3D pode ser ajustado e uma nova versão produzida.

Este processo de testar, ajustar e voltar a produzir é uma das vantagens da fabricação digital.

E se a peça original estiver partida?

Uma peça partida não significa necessariamente que deixou de poder ser utilizada como referência.

Mesmo que falte uma parte, os elementos restantes podem fornecer informações importantes sobre a geometria original.

Fotografias, medidas, desenhos, peças complementares ou até o equipamento onde a peça é utilizada podem ajudar a reconstruir o modelo.

Em determinados casos, pode também ser necessário redesenhar uma parte da peça, em vez de simplesmente copiar o componente original.

Por exemplo, se uma determinada zona apresenta uma fratura recorrente, o novo modelo pode ser desenvolvido com uma geometria ligeiramente diferente para melhorar o seu comportamento.

É importante, no entanto, distinguir entre reproduzir uma peça e redesenhar uma peça para uma determinada função. São projetos diferentes e podem exigir abordagens diferentes.

É possível recriar uma peça sem ter o modelo 3D original?

Sim.

A existência do ficheiro CAD original facilita o processo, mas não é obrigatória.

Uma peça pode ser modelizada a partir de diferentes tipos de informação, como:

  • peça física;
  • fotografias;
  • desenhos técnicos;
  • medidas;
  • esboços;
  • outras peças relacionadas;
  • descrição e finalidade do componente.

A quantidade e qualidade das referências disponíveis influenciam o trabalho necessário para criar o modelo.

Quanto mais complexa e precisa for a peça, maior poderá ser a necessidade de medições e validações.

Impressão 3D ou fabrico tradicional?

Para uma única peça ou para pequenas quantidades, a impressão 3D pode apresentar algumas vantagens.

Não é necessário produzir um molde específico e é possível passar diretamente do modelo digital para a produção da peça.

Isto pode ser particularmente interessante para:

  • peças únicas;
  • pequenas séries;
  • protótipos;
  • peças personalizadas;
  • componentes que já não são fabricados.

Por outro lado, a impressão 3D não é necessariamente a solução ideal para todas as aplicações.

A escolha da tecnologia de fabrico depende de fatores como quantidade, material, precisão, resistência, acabamento e utilização final.

Quanto custa recriar uma peça em 3D?

Não existe um preço único para a reprodução de uma peça.

O custo pode depender de vários fatores, incluindo:

  • complexidade da modelização;
  • quantidade de medições necessárias;
  • existência ou não de um modelo 3D;
  • material escolhido;
  • tamanho da peça;
  • tempo de impressão;
  • quantidade de unidades;
  • necessidade de acabamento;
  • necessidade de protótipos ou testes.

Uma peça pequena e simples pode exigir pouco trabalho de modelização, enquanto uma peça técnica com vários encaixes e tolerâncias pode exigir várias etapas de desenvolvimento e validação.

Por isso, para obter um orçamento adequado, é útil fornecer fotografias da peça, medidas disponíveis e informação sobre a sua utilização.

Que informações enviar para pedir um orçamento?

Se pretende recriar uma peça através de impressão 3D, quanto mais informação estiver disponível, mais fácil será avaliar o projeto.

Pode enviar:

  1. Fotografias da peça, de diferentes ângulos;
  2. Medidas principais;
  3. Informação sobre onde a peça é utilizada;
  4. Fotografias do equipamento ou conjunto onde a peça encaixa;
  5. O número de unidades pretendido;
  6. Informação sobre eventuais esforços, calor, humidade ou exposição solar;
  7. O modelo ou referência do equipamento, quando disponível.

Mesmo que não tenha todas estas informações, vale a pena apresentar o projeto. A análise inicial permite perceber que referências serão necessárias.

Da peça original a uma nova peça

Uma peça de substituição pode começar com algo tão simples como uma peça partida ou um componente que deixou de ser comercializado.

A partir dessa referência, o processo pode passar por análise, medição, modelização 3D, escolha do material, impressão e validação.

O resultado é uma nova peça desenvolvida especificamente para a necessidade identificada.

Na NOVA 3D FACTORY, a modelização 3D e a impressão podem ser utilizadas em conjunto para transformar uma referência física ou digital numa peça personalizada.

Precisa de recriar uma peça?

Se tem uma peça que deixou de ser fabricada, que está partida ou que não consegue encontrar no mercado, envie-nos fotografias e as informações que tiver disponíveis.

A partir desses elementos, podemos avaliar a possibilidade de modelizar e produzir a peça em 3D.

Uma peça que já não se encontra à venda pode não significar que o equipamento deixou de ter solução.

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